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Title: Morte, rituais fúnebres e epidemias: as implicações na criação do Cemitério Público do Recife (1850-1860)
Authors: Melo, Igor Cordeiro de
metadata.dc.contributor.authorLattes: http://lattes.cnpq.br/9537347880328155
metadata.dc.contributor.advisor: Bandeira, Élcia de Torres
metadata.dc.contributor.advisorLattes: http://lattes.cnpq.br/4669638328828195
Keywords: Cemitérios - Recife (PE) - História;Morte - Aspectos simbólicos;Ritos e cerimônias fúnebres
Issue Date: 29-Jan-2019
Citation: MELO, Igor Cordeiro de. Morte, rituais fúnebres e epidemias: as implicações na criação do Cemitério Público do Recife (1850-1860). 2019. 63 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) - Departamento de História, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2019.
Abstract: This paper aims to assess historically the attitudes of several western societies on facing death and epidemics, in order to present the changes and continuities of these attitudes on the conception of the off-wall cemetery in Recife city. It relates the conception of this space to the European influence in taking prophylactic measures on the social sphere as well as measures of urban reorganization, changing the relationship of the social actors and religiosity in their practices and funeral rituals in the second half of the nineteenth-century. In the 1800’s, the funeral practices in Recife and their relation to life’s finitude are influenced by different societies in different historical periods. The purpose of this work is to present a historiographical review of the theme, following, from the Middle Ages to the nineteenth-century, the approaches to death, funeral rituals and epidemics along with the suggested debates about these issues, trying to present fears and problems induced by them in to the societies, the transformations and resistances to changes and the solutions pointed, with in a hygienist model in the nineteenth-century Recife. It is based on the theoretical support offered by Phillipe Arriès and Jacques Le Goff, renowned writers of this subject. Socially, death presents itself strangely and inconveniently. In the various historical periods the finitude of life has been questioned, but this unknown did not prevent individuals from presenting the most varied array of explanations, according to their historical age, using their socio-cultural interactions and the perception of the world around them. The daily presence of death reveals its importance so that we can live with it without so many fears, being aware of the measures able to delay it that exist in societies excelling on the concerns and actions of hygienic matters that guarantee the improvement of the population’s quality of life. These measures reshaped the death rites in Recife in the eighteen-hundreds, shifting the burials to the public cemetery of Recife, pointing out the relevance of this work.
Description: Este trabalho analisa historicamente as atitudes de diversas sociedades ocidentais diante da morte e das epidemias, para apresentar as mudanças e permanências destas atitudes na concepção do cemitério extramuro na cidade do Recife. Relaciona a concepção deste espaço à influência europeia na adoção de medidas de reordenamento urbanístico e medidas profiláticas do meio social, alterando a relação dos diversos atores sociais com a religiosidade em suas práticas e ritos fúnebres na segunda metade do século XIX. As práticas fúnebres do Recife oitocentista e sua relação com a finitude da vida sofrem influências de diversas sociedades em períodos históricos distintos. A proposta deste trabalho é apresentar uma revisão historiográfica sobre o tema acompanhando a partir da Idade Média até o século XIX as formas de abordagem da morte, dos ritos fúnebres e das epidemias e os debates suscitados em torno destas questões, procurando apresentar medos e problemas por elas provocados nas sociedades, as transformações e as resistências às mudanças e as soluções apontadas dentro de um modelo higienista no século XIX no Recife. Apoia-se no suporte teórico oferecido por Phillipe Arriès e Jacques Le Goff, renomados estudiosos do tema. Socialmente, a morte se apresenta estranha e inconveniente. Nos diversos períodos históricos questionou-se a finitude da vida, mas esta incógnita não impediu que os indivíduos apresentassem as mais distintas explicações, segundo seu tempo histórico, utilizando suas interações socioculturais e a percepção do mundo à sua volta. A presença cotidiana da morte revela sua importância para que possamos conviver com ela sem tantos medos, cientes das providências que podem posterga-la em sociedades que primem pela preocupação e pelas ações com medidas higienistas que garantam a melhoria da qualidade de vida da população. Estas providências remodelaram os ritos de morte no Recife nos oitocentos, deslocando as inumações para o cemitério público do Recife apontando para a relevância deste trabalho.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/801
Appears in Collections:TCC - Licenciatura em História (Sede)

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